domingo, 30 de dezembro de 2007

Ano novo, vida nova...


Aí vem um ano novo, e para mim isso é pronúncio de vida nova...

Volto a confessar que sinto medo sempre que saio a rua, gostava de poder sair sem o medo de o ver, de ser provocada de frente e não poder reagir...


Mas eu luto por tudo, para mudar a minha vida.... Hoje quero mudar tudo... Viver é a minha luta...


Tenho completa noção que nunca o vou esquecer, mas pode ser que todo o nojo, revolta e medo...sim muito medo dele... Gostava de ser indiferente a estes sentimentos...

Cheguei a sonhar com a chegada desse dia, mas ainda não aconteceu....


Como posso sentir medo que um monte de trampa como ele....???...

O pior é mesmo o facto de eu continuar a defendê-lo... Não percebo porquê, mas defendo-o...


Hoje sinto-me especialmente feliz, é um facto invulgar dado que ultimamente não tenho tido esse tipo de sentimento, e mais invulgar é porque acabo de vir de um funeral...


Mas hoje sinto-me eu, sinto-me "gente"...


Tou feliz, sinto-me mais mulher, sem razão , mas sinto.... :)


É uma felicidade efemera...

Mas alegra-me bastante poder sorrir sem ter a consciência de falsidade...


Um dia ainda vou poder "Matar" o medo que tenho dele....Sozinha vou conseguir...

Apetece-me sorrir...

Sinto que posso descansar, reflectir, talvez amar novamente, porém tenho noção da fragilidade e do resultado que mais uma história falhada teria em mim...


Sinto-me finalmente bem...

Música...


Aqui a algum tempo encontrei a música perfeita para aquilo que sentia...

Hoje não faz mais sentido...Porém a letra é fantástica... Decidi publica-la:


“Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direcção
Da minha boca saiem coisas sem sentido
Você era o meu farol e, hoje estou perdida

Sofrimento vem á noite sem pudor
Somente o sono ameniza minha dor
Mais e o depois?
E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, do teu olhar...

Eu corro para o mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro,
Eu tento te explicar,
Nos teus braços é o meu lugar.

Contemplando as estrelas minha solidão,
Aperta forte o peito é mais do que uma emoção,
Esqueci do meu orgulho para você voltar,
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar...



Perdi o jogo e tive de te ver partir,
E a minha alma sem motivo para resistir,
Já não suporto esse vazio, quero me entregar.
Ter você para nunca mais nos separar.

Você é o encaixe perfeito do meu coração,
O teu sorriso é chama da minha paixão,
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento

Eu corro para o mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro,
Eu tento te explicar,
Nos teus braços é o meu lugar.

Contemplando as estrelas minha solidão,
Aperta forte o peito é mais do que uma emoção,
Esqueci do meu orgulho para você voltar,
Permaneço sem amor, sem luz...

Meu ar, meu chão é você,
Mesmo quando fecho os olhos posso te ver




Eu corro para o mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro,
Eu tento te explicar,
Nos teus braços é o meu lugar.

Contemplando as estrelas minha solidão,
Aperta forte o peito é mais do que uma emoção,
Esqueci do meu orgulho para você voltar,
Permaneço sem amor, sem luz...

...SEM AR....”

sábado, 29 de dezembro de 2007

Novo dia, história antiga


A pouco e pouco fui conhecendo o céu...


Ele era para mim o infinito, talvez um pouco divino...

Ao longo dos meses, fui lidando com pequenas desilusões, eram pequenas frases em tom cómico, mas para mim marcavam-me interiormente, talvez fosse fruto da instabilidade que sentia com ele... Mas ao mesmo essa instabilidade tornava-o mais interessante...


Fui vendo nele pequenas coisas que me agradavam, moldando na minha cabeça aquilo que o meu coração sentia...Fiz dele o meu próprio ser, a minha propria vontade...

Será que não via os defeitos??? Via sim, mas os grandes defeitos dele nada eram quando pesadas com os pequenas qualidades, os meus olhos mentiam-me constantemente...

Aprendi a ama-lo mesmo assim, como ele era... Como se não restasse outra hipótese, guardava-o como um tesouro, procurava rodea-lo de perto, com receio que mais alguém visse a perfeição dele...


Deixei de ter vontade própria, a vontade dele era também a minha...

Sentia-me rainha quando estava com ele, quando não estava era como se ele me desprezasse...

Na minha cabeça sentia confusão, queria poder dizer-lhe tudo como se zangada estivesse, porém sempre que eu o vi, eu sofria uma amenesia, tudo o que eu podesse pensar deixava de fazer qualquer sentido...

A vontade de estar com ele, de poder senti-lo perto de mim, fazia-me esquecer fosse o que fosse...


Começei a perceber que aquilo que eu sentia, estava a morrer, primeiro fiz questão de não ver os defeitos, de não ouvir as palavras que me magoavam, mas não consegui...

Percebi que talvez o que eu sentia, não era o mesmo que ele... Sim porque apesar de eu mexer com ele, notava-se a olhos vistos que eu não lhe passava ao lado, ele era frio...Terno quando queria, sim...


Tudo caiu quando num rasgo de sinceridade ele me confessou que eu não seria naquele momento a unica pessoa na vida dele, dizendo que as outras não eram como eu, que não tinham tanto valor... Para mim todo o sentimento morreu... Percebi então que o sentimento dele era como uma atracção que o movia até mim, seria uma forte atracção mas não passava daí...


O sentimento que me fazia viver, morreu... senti-me mal comigo mesma...


Porém, não conseguia viver sem ele... Sentia algum nojo, repulsa dele, mas não conseguia evitar a vontade de estar com ele, acabei por pisar o meu próprio orgulho para voltar a estar com ele, sentia-me como lixo por estar a sujeitar-me a tal vergonha de não ser a única pessoa na vida dele... Senti muitas vezes nojo, percebi que já não conseguia sentir amor por ele, mas uma obsessão que não me deixava distanciar-me dele... Não há outro nome que se possa dar a um sentimento tão estranho como este:OBSESSÃO. Eu sabia que não podia estar com ele, que eu não queria, mas ele era um vicio... Já não conseguia evitá-lo...


Talvez tenha feito tudo isto por carencia, até por desvaneio...


Não sei, mas sofri muito, humilhei-me de mais, fui muito provocada...ainda sou, porém não abaixo a cabeça, como fiz muitas vezes... Por muitas vezes que me apeteça chorar não o farei, mostrarei sempre a minha "fingida" indiferença, sim... porque por mais que eu finja ele dá-me nojo, confesso sentir medo das reacções dele, ele faz lembrar-me a minha fragilidade interior, a minha fraqueza, o meu orgulho quebrado... Faz-me lembrar a pena que sinto de mim própria por nesse tempo que estive com ele ter sido pisada, mal tratada , trocada...

Sinto pena de mim propria pela minha fraqueza...

Mas mais ainda lembra-me do meu fragil orgulho de não admitir a quem me conhece que ele me fez sofrer muito e que ele é horrivel... Triste orgulho que me impediu de pedir ajuda quando precisei, agora é um pouco tarde...

Mas hoje sinto que posso pelo menos fingir alguma frieza e indiferença para aqueles que não merecem sorrir...

Eu posso sorrir!!! Ainda que não sinta o sorriso em mim...















sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Pensei ter encontrado o Homem Perfeito



Pensei ter encontrado o homem perfeito, nos dias seguintes aquela tarde de Fevereiro não parava de pensar nele, as mensagens não paravam, ele desafiava subtilmente qualquer pessoa que estivesse comigo e desafiava os meus sentidos... Combinamos uma saída um mês depois daquela tarde. Foi uma tarde como outra qualquer, porém eu estava agitada, nervosa, sensivel... Completamente ansiosa, com medo do que poderia acontecer...


Chegada a hora, sentia que ele ja não ia vir, porque estava a demorar muito, mas ele veio... Era já noite, pois a noite caía cedo... Fomos para um sitio um tanto estranho, mas a vista era linda dali...


Enquanto estive com ele, ele fez-me sentir rainha, mulher, desejada, enfim tudo aquilo que uma mulher pode desejar de um homem... confesso que pensei ter visto o homem perfeito a minha frente, e o reforço da ideia que ele estava diferente era tão visivel , quanto ele ali a minha frente.


Ali aconteceu um beijo.... Não foi um beijo diferente, era um beijo normalissimo, porém muito marcante...






Apartir dessa tarde, senti-me mais mulher, mais feliz, mais realizada, mais preenchida... algo em mim estava melhor... Ele fazia de mim melhor pessoa, sem duvida...

Ele era diferente...Tão diferente

Eu conhecia-o á um par de anos, era uma pessoa no meu "conceito" estranha...
Tanto tinha rasgos de simpatia súbita, como de arrogância e prepotência, não sei vinda de onde...
Quando o conheci, batemos logo de frente, demo-nos mal logo de inicio... Tudo passou e ficamos amigos...
Amigos... Numa relação muito estranha de ofensas inofensivas e provocações.
Apesar dos nossos grupos de amigos se aproximarem cada vez mais, continuamos a dar-nos da mesma forma, com cautela pois não eramos muito conversadores, as nossas conversas eram agressivas um com outro, mas ao mesmo tempo em tons de brincadeira...
Passado algum tempo afastamo-nos tanto do grupo, como eu dele... ele foi para outra cidade e o contacto era quase nenhum... Raras vezes o via, mas quando o via tinha por habito pavoniar-se alegremente por ser mais velho... o que me dava um certo gozo pó-lo abaixo daquele trono estranho que ele nos queria
impingir...
Passado uns meses, em Fevereiro encontramo-lo novamente e ele pareceu-me diferente apesar das conversas irónicas... Ele tinha-me tratado bem, sentia-me bem, de certa maneira havia uma atracção estranha comigo, não sei vinda de onde.... Fiquei a pensar naquela tarde, nesse dia pensei mandar-lhe uma mensagem, mas decidi-me a não fazê-lo, porém ele também ficou a pensar e pouco tempo depois mandou-me ele uma mensagem em tom provocatório, eu respondi-lhe da mesma forma. De repente fiquei preocupada pois a conversa estava boa, apesar de ser por telemovel, caiu um silêncio... Fiquei preocupada pois as minhas provocações podiam ter chegado a um limite, pedi-lhe desculpa... a resposta foi um telefonema em tom doce:"Desculpa não estou chateado, simplesmente venho a conduzir para o treino, desculpa...Logo falamos, ta??? Beijinho" , fiquei em choque... este não era aquele que eu conheci... Pensava eu que ele estava diferente, que mudar de ares fez-lhe muito bem...

Só Deus sabe...


Não sei bem a que proposito escrever hoje mas a vontade é muita de desabafar aquilo que se contasse levaria a uma revolução familiar, á queda do meu "eu" próprio...
Procuro saber onde andam as minhas convicções, mas não as encontro...Sei que sobreviver é uma delas, aliás é a minha única convicção...
Convicção??? Frágil, muito frágil... o que irá acontecer quando encarar miserávelmente aquele ser possuidor de todas as minhas forças??? Será que vou mostrar a minha luta pessoal e a minha vitória, ou mais uma vez ele vai sugar as minhas forças, convicções, o resto das minhas forças??? Mostrar a minha derrota???
É um dilema que me dá força para voltar a vê-lo, mas que me afunda em medo pela minha reacção...
O que faço????
Como reagirei???
Só Deus sabe, Só Deus sabe...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Mulher Coragem...

Em outros tempos, eu achava que o amor seria a manifestação mais bela da minha vida, e que poderia não ser para sempre, porém enquanto durasse seria lindo....

Achava que homem nenhum me faria chorar... E até então não fez, porque sempre me contive o mais que pude... Alegremente posso dizer que apesar da vontade sobrenatural de chorar não o fiz, podia ter o meu interior lapidado, mas antes morrer aos poucos, a mostrar um sinal de fraqueza k fosse...
Triste ilusão a minha, dizia eu convicta dos meus principios que homem nenhum teria espaço de manobra para fazer algo que não gostasse, afirmava-me como corajosa, mulher de armas na mão...

Acho que hoje e só hoje desperto para esta triste ilusão, que raio de mulher sou eu? Que raio de mulher se deixa pisar, deixa o seu orgulho por outra pessoa, assiste na primeira fila ao seu despedaçar??? Quem ? Quem? EU...!!!...
Eu.... Eu, retiro o meu orgulho e admito que me deixei abater por outrem....
Por alguém que não merece....
Confesso que tive vontade de morrer, de desistir, de vingar-me, mas a melhor vingança.... sim a verdadeira vingança, sabem qual é ???

É sobreviver, é mostrar que somos muito mais capazes sozinhas, é mostrar que viver a nossa vida é o melhor...
Eu posso não sobreviver a tudo, mas... ao menos tento...

Fui como fui, hoje tenho o direito a mudar... a amadurecer!!!




Bem,


eu nem sei por onde começar, porém sei que tenho que começar por algum lado…


Sou uma miuda, sim uma miuda... apesar da idade, não passo disso mesmo uma miuda... Com inseguranças, fragilidades, sei ser mulher porém, sei sê-lo bem melhor quando sinto odio, do que quando amo... Amar neste momento significa sofrer muito além do que suporto, quando penso que já não aguento mais e que quero desistir, ai vem uma força minima, sem direcção que me faz suportar mais algum sofrimento...


No entanto... Eu sei o que toda a gente pensa, "que visão tão negra?!"


Não tenciono me defender dessa acusação, porém demonstrar a minha história de vida, contra factos não há argumentos...





Já passou tanto tempo desde que comecei a escrever este livro, sim livro…escrevi tudo a mão até agora... tantas coisas ficaram por dizer até hoje… Aconteceu tanta coisa.. A minha vida mudou tanto…






























Ao ler muitas coisas que escrevi em 2003 e 2004 nem me reconheço… Esta não era eu, como pude fazer aquilo?
Como tive tanta coragem, génio para fazer isto a mim mesma? Não percebo, mas ás vezes parece que ainda estou a “pagar” por estes erros grandes e estúpidos que fiz no passado, agora pergunto-me como pude ser daquela forma? Ser assim…
Hoje é a coisa eu acho-me mais ridícula, nojenta…
Como pude ser daquela maneira, daquela forma???
Não me reconheço naquilo que leio hoje, parece que estamos numa conversa sobre alguém mimado, sem escrúpulos, sem a menor consciência do que faz… Como posso ter sido assim… Mas não sei, a sensação que tenho é que por muito inconsciente, era feliz... muito mesmo, na escola, e agora tenho a sensação do Mundo estar prestes a desabar…